Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda a possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.

Paulo Freire









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CAXIAS DO SUL, RIO GRANDE DO SUL, Brazil
Somos a Gestão Voz e Movimento - 2013 do Diretório Acadêmico de Pedagogia (DAPE) da Universidade de Caxias do Sul. Representamos os estudantes de Pedagogia perante a Universidade e lutamos para dar voz aos interesses do corpo discente do curso.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Trabalho Infantil

 

Brasil ainda tem 1 milhão de crianças 

que trabalham


Apesar dos avanços registrados na década passada, mais de 1 milhão de crianças de 10 a 14 anos, ou 6% do total, ainda trabalhavam no Brasil em 2010.


Tabulações feitas pela Folha no Censo do IBGE mostram que o problema é mais grave no Norte, onde praticamente uma em cada dez crianças exerce atividade econômica remunerada ou não.

Especialistas afirmam que, para cumprir a meta assumida internacionalmente de erradicar o trabalho infantil do país até 2020, será necessário um esforço adicional.  Isso porque as formas de trabalho infantil que mais persistem no país são mais difíceis de serem fiscalizadas. É o caso de atividades domésticas ou em propriedades agrícolas e familiares.

Por serem preliminares, os dados do Censo de 2010 ainda não permitem investigar mais detalhes sobre as características das crianças ocupadas ou fazer comparações precisas com 2000. Isso pode ser feito pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), também do IBGE, que mostra que a proporção de crianças trabalhando caiu de 11,6% para 7,2% de 2001 a 2009. Considerando-se o Censo, o trabalho infantil na década caiu de 6,6% para 6,2%.

No entanto, técnicos do IBGE explicam que o dado de 2000 está provavelmente subestimado, pois em 2010 o levantamento de informações a respeito de domicílios sem rendimento foi mais preciso.

Agricultura


A pesquisa revela também que as ocupações mais comuns de crianças estão na agricultura e na pecuária. Luiz Henrique Lopes, chefe da Divisão de Fiscalização do Trabalho Infantil do Ministério do Trabalho, diz que as ações do governo têm diminuído o número de crianças ocupadas na área rural.

Mas ele admite que a verificação é mais difícil, e há o agravante de o uso da mão de obra infantil ser culturalmente mais aceito no campo. "A fiscalização é mais remota nessas áreas não só por seu custo -que demanda viaturas, motoristas, diárias, passagens-, mas também pelo tempo de deslocamento, o que faz com que haja um número menor de ações”.

Outra área que apresenta difícil fiscalização é a dos serviços domésticos. "Enfrentamos o problema do trabalho infantil invisível, onde é difícil chegar por questões de distância [nas áreas rurais] ou legais, de entrar na casa [no trabalho doméstico]", diz Marcos Calixto, da Superintendência Regional do Trabalho do Tocantins.

O coordenador do programa para eliminação do trabalho infantil da OIT (Organização Internacional do Trabalho), Renato Mendes, afirma que é preciso fortalecer e cobrar dos municípios um papel mais ativo no combate à ocupação de crianças.  "Os documentos e as diretrizes do governo federal para atacar o problema são claros e contundentes. No nível municipal, essa política nem sempre é implementada com qualidade", diz Mendes.



 A reportagem é de Antonio Gois, Luiza Bandeira e Matheus Magenta e publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, 28-12-2011.



Conferência


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Comunicado importante


Atenção pessoal:

estão querendo tirar o passe livre dos idosos e a meia passagem dos estudantes.
Vamos nos mobilizar para preservar nossos direitos!



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O professor posto à prova


Principal instrumento de aferição na escola, avaliação escrita ainda é pouco entendida por docentes brasileiros; falta de debate sobre resultados compromete processo de ensino e aprendizagem.

A prova de Geografia começa e logo o aluno de ensino fundamental se depara com a seguinte questão: "o que é depressão?". A resposta vem imediata e constrange o professor: "é aquela doença que minha mãe tem e precisa tomar remédio". Em outra escola, o docente chega com o maço de provas. Começa a chamar os alunos para receber as notas, com um detalhe: a chamada acontece em ordem decrescente de desempenho, o que instaura uma espécie de terror na sala de aula.

Ambas as situações são reais e estão descritas no estudo Prova: um instrumento avaliativo a serviço da regulação do ensino e da aprendizagem, realizado pela pesquisadora Dirce Aparecida Foletto de Moraes, da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os casos, que não são isolados, mostram como permanece profundo o abismo entre a teoria e as práticas da avaliação. Além disso, indicam que a prova escrita, principal recurso do qual o professor lança mão para se informar sobre o desempenho dos seus alunos, frequentemente é elaborada sem os pré-requisitos necessários para se configurar como um bom instrumento de avaliação.

O estudo foi publicado na última edição da revista científica Estudos em Avaliação Educacional, da Fundação Carlos Chagas, e joga luzes sobre um tema relativamente pouco estudado na academia e insuficientemente trabalhado nos programas de pedagogia e de formação continuada. Afinal, se é verdade que a avaliação é um componente essencial no processo de ensino e aprendizagem, e se o professor tem na prova seu instrumento mais rotineiro, torna-se urgente aprimorar o uso desse recurso, tanto na compreensão mais ampla do que ele representa, como na própria elaboração do instrumento.

Não que não haja interesse. O matemático Tadeu da Ponte, diretor do instituto de avaliação Primeira Escolha, responsável, entre outros, pelo vestibular do Ibmec, vem realizando palestras em todo o país sobre o tema da prova, sempre para auditórios lotados. "É preciso lembrar que esta não é mesmo uma questão simples, e o professor precisa ser preparado para saber avaliar", diz.

Perspectiva histórica

O primeiro passo é, exatamente, compreender o princípio do que se está fazendo. Afinal, o que é uma prova? Ela é mesmo um bom instrumento? Por que se tornou um sinônimo de avaliação? Segundo o autor Cipriano Luckesi, uma das referências no tema no Brasil, a prova surgiu ainda no século 16, na Europa, como um recurso de coleta de dados sobre o desempenho do educando. "Esse recurso recebeu o nome de ''''prova'''' e permaneceu com essa denominação até hoje. É o mais comum e cotidiano instrumento usado em sala de aula", diz Luckesi. Boa parte de seu sucesso se explica pela eficácia de reunir informações sobre um conjunto grande de alunos. Na Idade Média, não havia necessidade de testes escritos, devido a pouco número de aprendizes. "O mestre convivia diretamente com todos, podia observá-los, conversar, observar diretamente seu desempenho", lembra. Mas veio o tempo em que se tornou necessário o ensino para muitos e a demanda por um recurso eficiente para que o professor pudesse conhecer o desempenho de todos - e assim nasceu a prova.

Para a pesquisadora Dirce de Moraes, há outros fatores que fizeram com que o teste se tornasse um instrumento predominante ao longo dos séculos. Ele documenta e comprova o conhecimento, possibilitando a representação final por um valor numérico, que retrataria a aprendizagem daquele que foi avaliado. Para Dirce, hoje muitos professores simplesmente não conseguem acompanhar a aprendizagem do aluno sem lançar mão da prova. "Os educadores até buscam novos caminhos, mas, por desconhecerem as diferentes ferramentas ou por sentirem-se inseguros, garantem-se na prova como instrumento comprobatório", diz.


Críticas

A prova também se tornou um meio de comunicação entre famílias, crianças e escola. Basta ver que é muito mais frequente um pai perguntar a um filho ''''como foi na prova'''', do que ''''o que você aprendeu''''. Provavelmente, o abandono dos testes escritos causaria um terremoto na confiança que as famílias depositam na escola. Por fim, diz a pesquisadora, até mesmo entre os alunos a prova se tornou um instrumento de status, induzindo uma hierarquia em sala de aula. "A nota da prova leva a distinções entre melhores e piores, entre aqueles que têm potencial e os que seguem para o fracasso", diz. Nesse sentido, práticas docentes como dar a nota em voz alta estimulam essa visão.

Mas essa é apenas uma das críticas direcionadas à avaliação. Uma delas diz respeito aos usos inadequados dos instrumentos, especialmente por seu caráter de controle da classe e de poder do professor sobre o aluno. Outro questionamento é a confusão entre avaliar e fazer prova. "A prova em si não avalia nada, só oferece subsídios para o professor analisar as aprendizagens dos alunos", diz Dirce. "Avaliar é tudo o que acontece antes da nota", reforça Luckesi. Mas, tudo isso não significa que a prova seja um mal em si, alertam os pesquisadores. A questão é que ela precisa ser adequadamente aplicada. A começar do mais óbvio: uma prova escrita é útil quando se restringir às competências lógico-verbais. Ou seja, pode-se fazer uma prova escrita sobre história da arte, mas não sobre as habilidades de um artista. Por isso mesmo, há diversas outras situações na vida escolar que requerem outros instrumentos de avaliação - como produções, portfólios, apresentações e outras formas de levantar informações sobre a aprendizagem.

Uma boa prova

Veja algumas dicas de como elaborar a avaliação escrita em sala de aula, segundo diferentes autores:

1. Ter clareza do objetivo de cada pergunta. É preciso haver intencionalidade.

2. Buscar que sejam adequadas ao nível dos alunos, com questões bem distribuídas, entre fáceis, médias e difíceis.

3. Elaborar as questões com perguntas que sejam relevantes e evitar pegadinhas. Tem de ter um tema predominante. Evitar os extremos: nem tão geral, nem tão específico, pedindo "a nota de rodapé".

4. Se possível, buscar contextualizar os problemas ou, pelo menos, procurar apresentá-los de forma a provocar o raciocínio e evitar somente respostas memorizadas.

5. Ser rigoroso com a linguagem, evitando perguntas genéricas. O comando, ou seja, o que se quer de cada resposta deve estar muito claro. Evitar o uso de questões com o uso de negativa, que posteriormente prejudicam a análise da prova.
6. Ser coerente com as aulas e as estratégias previamente utilizadas nas aulas.

7. Evitar provas exaustivas, que demandam muito tempo de realização. Isso não contribui para a qualidade do instrumento.

8. Planejar a prova com antecedência, com tempo para reler as questões, refazê-las e depurá-las.

9. A escolha do formato deve estar a serviço do objetivo. Questões de múltipla escolha podem ser tão boas com quatro opções do que de cinco, por exemplo. Para o Ensino Fundamental I, é melhor utilizar três alternativas; para o Ensino Fundamental II, quatro.

10. Atenção aos detalhes: cuidado com a correção gramatical, e com o uso de gráficos com cores e tamanhos que depois podem ser prejudicados na reprodução.

Paulo de Camargo

Reportagem retirada do site http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/174/o-professor-posto-a-prova-236301-1.asp . Acesse para ler na íntegra.




domingo, 25 de dezembro de 2011

Posse Gestão 2012

Caros colegas, no último dia 14 de dezembro ocorreu a posse da diretoria 2012 do DAPE. Confira as fotos:







Atenciosamente,
Gestão PERTENÇA - 2012.

Despedida Gestão 2011

Para encerrar o ano e consequentemente a Gestão 2011 do DAPE, compartilhamos com os demais colegas algumas mensagens dos militantes que se despedem do DA, mas que certamente continuarão fazendo parte da história da militância estudantil de nosso curso:



Faço meu agradecimento a tod@s!

Participar da Gestão 2011 do DAPE foi muito gratificante e enriquecedor, pois tive a oportunidade de conhecer e conviver com pessoas especiais que juntas crescemos na amizade, no trabalho e na militância. Obrigada a tod@s pela colaboração, participação e compreensão.

Desejo sucesso a PERTENÇA !
Bjos,
Quira.




Fazer parte da gestão DAPE 2011 foi sensacional, os momentos de ansiedade misturados com os momentos de glória foram simplesmente gratificantes, construímos muito para quem não tinha a menor ideia do que se fazia em um diretório acadêmico, sempre transparentes e confiantes!

Parabéns a todo o grupo, cada um contribuiu da melhor forma possível, dedicando um tempo da sua vida e rotina.

Att.,
Mari.



Participar do Dape me proporcionou várias aprendizagens, desde a formação do grupo que assumiu a Gestão 2011 até a posse da Gestão Pertença foram muitas as vivências significativas que levarei por toda a minha vida. Realmente valeu a pena participar do Diretório Acadêmico durante o ano de 2011.

Abraços,
Dani.





Obrigada a todos que estiveram conosco durante este ano!!
Att.,
DAPE


Boas Festas

O Diretório Acadêmico de Pedagogia deseja a todos os
estudantes e professores um:

sábado, 3 de dezembro de 2011

Resultado Eleições DAPE

Prezados Estudantes:

É com imensa satisfação que informamos o resultado da apuração dos votos da eleição para o Diretório Acadêmico de Pedagogia para o ano de 2012. Com 91,53 % de aprovação a Chapa Pertença foi eleita para assumir a diretória do DAPE durante o próximo ano. Ao todo foram contabilizados 236 votos, sendo 216 a favor e apenas 20 contra.

Notificamos também que, a Chapa 3 DCE em Movimento, foi eleita com 55,82 % dos votos e no bloco E contou com a participação de 262 votantes, tendo 179 votos a seu favor.

Maiores informações podem ser acessadas no endereço http://blog.dceucs.com.br/  . Agradecemos a todos pela participação e pela confiança em nós novamente depositada. Também agradecemos a colaboração e o apoio dos professores.

Atenciosamente

GESTÃO PERTENÇA
Pertencer é realmente fazer parte.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Eleições para a Diretoria DAPE 2012

Colegas, dias 28, 29, 30 de novembro e 1º de dezembro acontecerão as eleições para a diretoria do DAPE  do ano de 2012. Estamos com chapa única e precisamos de seu voto para colocar em prática nossos objetivos para o próximo ano. Abaixo seguem nossas propostas e formas de trabalho:


Contamos com o seu voto!
Gestão Pertença - 2012

Fotos IV CONEUCS

Confira as fotos do 4º Congresso de Estudantes da UCS, que ocorreu dias 8 e 9 de outubro na Cidade Universitária:



Abaixo, as representantes do DAPE:


DAPE
Gestão 2011.

Informativo Semana Acadêmica

Caros Colegas

A partir de hoje, segunda-feira, vocês já podem retirar no DAPE os seus passaportes para comprovarem suas presenças nas aulas que aconteceram durante a Semana Acadêmica. Recolhemos o mesmo para que pudéssemos fazer o controle das presenças e encaminhar os respectivos atestados de participação, que deverão ser retirados na Secretaria do Bloco E nas próximas semanas (informaremos quando estiverem prontos).

Para os acadêmicos que não entregaram seus passaportes ao final da Semana, pedimos que compareçam ao DAPE para que possamos encaminhar os atestados dos dias que participaram.

Aproveitamos para esclarecer o motivo pelo qual liberamos vagas em algumas salas temáticas na quinta-feira, sendo que havíamos afirmado que estavam lotadas: até a segunda-feira algumas salas já estavam com um número de inscritos elevado, ao mesmo tempo em que outras não tinham nenhum. Então para manter um certo equilíbrio de participantes e não sobrecarregar as outras, decidimos suspender as inscrições para algumas. Porém, na quinta-feira ao perceber que muitos dos inscritos não compareceram às suas respectivas salas, tivemos que abrir as inscrições novamente, para que as mesmas não ficassem prejudicadas.

Agradecemos a participação de todos e informamos que os registros fotográficos já estão postados no nosso blog. Também informamos que na retirada do passaporte, estaremos disponibilizando o formulário de avaliação da Semana Acadêmica. Contamos com a sua colaboração.

Att.,
DAPE
Gestão 2011.

domingo, 20 de novembro de 2011

Fotos Semana Acadêmica

Confira as fotos da Semana Acadêmica de Pedagogia que aconteceu do dia 16 ao dia 19 de novembro sob o tema Pedagogo em Foco: olhares destinados às suas diferentes áreas de atuação:









Obrigada a todos que participaram e fizeram a nossa Semana acontecer!

DAPE
Gestão 2011.

Situação financeira DAPE

Caros Colegas:
 
Viemos por meio desta circular colocá-los a par da situação financeira do Diretório Acadêmico de Pedagogia. Como sabem, em maio do presente ano, a Gestão 2011 assumiu a diretoria do DAPE por meio de uma consulta aos alunos. Na ocasião recebemos um saldo positivo e significativo da Gestão 2010 – Fênix. Porém, há aproximadamente um mês descobrimos inadimplências junto à Receita Federal referentes a não declaração do imposto de renda dos anos de 2006 a 2010 (o DAPE possui CNPJ, por isso deveria ter declarado o imposto, ao menos como isento). Ao averiguar este fato e tentar regularizar nossa situação, também descobrimos dois cheques, com valores altos, devolvidos em nome do Diretório correspondentes ao ano de 2009.

Pelos motivos explanados o valor que temos em caixa atualmente será destinado a retirar o nome do DAPE do SPC e também acertar as contas junto a Receita Federal.

Achamos importante socializar nossa situação, pois em breve estaremos pensando em estratégias para ressarcir o caixa do DAPE, como rifas, e contamos com a colaboração de todos, afinal, este dinheiro é de todos nós e é através dele que conseguimos promover atividades extracurriculares para potencializar nossa formação.


Att.,
DAPE
Gestão 2011.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Publicações Jornal do CEFE


Acadêmicos


Dando continuidade a nossa parceria com Jornal do CEFE, viemos através deste comunicado, convidá-los para escreverem um artigo para ser publicado na 7ª edição do jornal. A temática central estará voltada para a Educação de Jovens e Adultos e o prazo máximo para o envio é 11/11/2011. Aos interessados, deixamos nosso endereço de e-mail dapefenix@gmail.com para que entrem em contato conosco, o mais breve possível, pois passaremos todas as orientações necessárias.


Vamos lá estudantes, o espaço já foi conquistado. Agora, nos cabe mostrar que o merecemos!

DAPE-Gestão 2011